Lucio Brusch

12/12/2011

R9 – OBJETIVOS ESTRATÉGICOS

                A reunião para construção dos objetivos estratégicos do Projeto “Resíduo Tem Valor!” da Fundação Zeri Brasil em Camaquã, ocorreu no dia 28 de novembro, no auditório da Acic – Associação Comercial e Industrial de Camaquã.

            Na abertura do encontro  foi retomada a oitava reunião e também relatado sobre a importância de todas as reuniões realizadas anteriormente, para encontrar os objetivos estratégicos do Projeto.

 

 

            Para melhor exemplificar o que é estratégia foi apresentado o filme “A Fuga das Galinhas”.

            Sinopse do filme:

            Enquanto as galinhas da sinistra granja da Sra. Tweedy sonham com uma vida melhor, uma inteligente galinha chamada Ginger está tecendo planos para escapar voando da cooperativa - para sempre! O único problema é que as galinhas não podem voar... ou será que podem? Todas as tentativas de fuga acabam em ensopado de galinha até que um dia, Rocky, um galo persuasivo, aterrissa aos trambolhões na cooperativa. Não é nada fácil quando Rocky tenta ensinar a Ginger e suas amigas galináceas a voar... mas, com um trabalho de equipe, determinação e um pouco de sorte, o bando destemido trama uma última tentativa ousada em um lance espetacular para conseguir a liberdade!

 

 

            Após o filme foi perguntou ao grande grupo o seguinte:

 

            O que é estratégia?

O grupo respondeu o seguinte:

  • É o ato de planejar e usar a melhor ferramenta, pois quando acontece uma contingência, existem possibilidades de êxito porque existem alternativas.

 

Por que as estratégias não dão certo?

Respostas:

  • falta de planejamento;
  • individualismo foi superior ao coletivo;
  • falta de trabalho em equipe;
  • teoria sem a prática;
  • dimensionou bem seus recursos mas não teve uma estratégia prática;
  • falta do plano “B”;
  • sempre pego de surpresa, sem alternativas;
  • não treinou seus companheiros de ação;
  • falta de treinamento da atividade;
  • falta de organização do grupo.

 

 

            Na sequência foi explicado o trabalho do encontro para o grupo:

            É preciso escolher ações para implementá-las, pois hoje será construído os objetivos estratégicos para a próxima reunião onde ocorrerá o BSC,  que é  o desdobramento da estratégia. A partir das quais são definidos os fatores críticos de sucesso, os indicadores de desempenho e permite a definição de metas e a medição dos resultados atingidos em áreas críticas da execução das estratégias.

 

 

Para iniciar o projeto de ação e estratégia é preciso:

  • Localizar os pontos de alavancagem do sistema. Quais os pontos que abrangem outros pontos do sistema?
  • Considerar que se pode: adicionar novos elementos; quebrar ligações que produzem impactos indesejáveis;
  • Focar em resultados significativos e duradouros.

 

            Cuidados nas escolhas

  • Miopia nas escolhas – relação: reforçador x balanceador

            Nem sempre todo o esforço vai ser positivo, pois, por exemplo, se quiser aumentar as vendas de uma empresa, poderá ter uma relação inversa de faturamento, porque o prazo de entrega poderá se dilatar em função do aumento de pedidos, caso não haja estrutura para isto, reduzindo o faturamento pelo descontentamento dos clientes em razão do aumento do prazo de entrega.

 

            Iniciando o exercício os participantes foram divididos em 6 grupos de trabalho, visando estabelecer as principais ações estratégias, escolhendo as mais plausíveis, capazes de se concretizarem e de se realizarem. Cada grupo teve que defender as suas ações com base nos dados que foram gerados nos encontros anteriores: Modelos Mentais, Mapa Sistêmico e as principais alavancagens, Cenários e Visão de Futuro, FOFA e relatos, Histórias e Padrões de Comportamento.

 

           

 

 

As propostas foram as seguintes:

 

G1 –  Principais Modelos Mentais:

            O grupo separou aqueles modelos que ajudam e os que atrapalham montando estratégias. Os que ajudam seriam:

  • dar oportunidades;
  • compromisso;
  • sem união nada acontece;
  • sozinho não se consegue nada;
  • nosso objetivo é o bem comum.

 

Isto foi selecionado a partir de um rol de modelos mentais contemplados nas reuniões. Os que atrapalham seriam os seguintes:

o lixo não é problema meu;

separar o lixo só me dá mais trabalho;

não tenho recurso para a demanda toda;

a população não participa;

falta de consciência da população;

não tenho culpa.

 

È necessário a integração da área rural com a urbana, pois esta integração não está acontecendo. Acredita-se que é importante este conhecimento para a conscientização ambiental tanto por esta razão quanto para a sustentabilidade das cadeias produtivas.

            Para se dar um exemplo, a população aumenta, mas o nº de fumantes diminui a cada década, o que isto impacta em uma economia como a de Camaquã, pois é um pólo de cultura fumageira?

            Para um dos participantes do grupo, o seu sonho é voltar a nadar no Arroio Duro, coisa que fazia a 30 anos atrás e hoje isso não pode ser feito em razão da sua poluição.

 

 

G2 – Mapa Sistêmico as principais alavancagens;

Para o grupo grande parte da criação dos resíduos são da produção e grande parte da solução está na gestão pública e saneamento. As ações seriam as seguintes, sendo nós os principais incentivadores. A primeira seria a educação ambiental, desde o momento do consumo até a sua separação. O segundo seria o conhecimento, sendo gerador de disseminação de informações e entendimento do processo. Também deve ser salientado que o resíduo coletado está sendo todo aproveitado pelos recicladores e que devemos conhecer a quantidade de produção de RSU em Camaquã para definir qual o tipo de ação a ser implementada. De nada adianta incentivar a população reciclar se estes materiais não são aproveitados.

Em terceiro, criação de um núcleo municipal de informação e tecnologia de reciclagem do lixo. Informar e buscar a informação para melhor aproveitar o uso de resíduos por meio de troca de ideias com cases de sucesso.

Em quarto, a criação de meios de divulgação como cartilhas para melhor informar as pessoas sobre este manuseio de resíduos, a exemplo do que já está sendo feito em algumas empresas. Este trabalho deve ser realizado com uma linguagem simples e de fácil entendimento.

Em quinto, estimular o poder público para incluir no currículo escolar a educação ambiental com estímulo à consciência ambiental. Em sexto, a fiscalização deve ser igual para todos. Por último, o legislativo municipal deve criar leis na área de gestão de resíduos, não com a intenção de gerar despesa ou empecilho, mas para um melhor convívio.

 

 

G3 – Cenários e Visão de Futuro;

            Saneamento básico e saúde foram cenários e visão de futuro escolhidos porque pelo entendimento do grupo mesmo com os esforços realizados ainda estamos muito longe do ideal.   

 

 

G4 – FOFA e relatos;

            Educação ambiental permite, segundo o grupo, a conscientização da população para o respeito ao meio ambiente. Seria necessário para a implementação de uma boa educação ambiental a união de todas as secretarias do governo municipal como a da Educação e Meio Ambiente. É necessária uma mudança de postura para conseguir isto. Também foi salientado que a população deveria se conscientizar e não deixar somente o ente público responsável por isto.

 

 

G5 – Histórias e Padrões de Comportamento;

            Desenvolvimento sócio-ambiental para permitir o conhecimento da legislação vigente. Fazer com que os adultos e jovens tenham palestras de educação ambiental, para cuidados com o lixo e resíduos. Para o grupo mesmo tendo uma cartilha ambiental isto é insuficiente. Deve haver um grupo de trabalho para realizar isto. As pessoas devem viver a educação ambiental, quando começamos a conhecer as coisas, apegamo-nos. Portanto, precisamos ter vínculos com as coisas. A população urbana deve ter mais conhecimento da população rural. Devem-se utilizar técnicas e ações para que a população residente no município dê valor as suas coisas, suas histórias, suas origens, fazendo com que as pessoas tenham vínculo, e por meio deste, aprendam a gostar e amar a cidade.

 

 

G6 – ZERI – revisão das entregas do projeto

Um dos objetivos do projeto era conhecer o município e seus cidadãos.

Quando foi relatado que o projeto seria implantado em Camaquã, para muitos este projeto não passaria da 3ª reunião e para outros, em Camaquã nada funciona e dá certo. Como se pode ver isto não aconteceu.

            Outra questão é o entendimento da educação ambiental para este grupo bem como o entendimento da importância da diversificação de cultura. O objetivo da Fundação é fazer vários eventos, atividades pelo interior do município, como oficinas e cursos e outras formas de divulgação.

            Existe muita coisa não entendida ainda como a questão da água do Arroio Duro, que se usa para beber e que se acha que tem substâncias tóxicas em razão da lavoura de fumo e arroz. O que se quer é não achar mais nada, mas esclarecer a verdade, como por exemplo, nesta questão, fazer análise de água. Não se pode mais adiar isto. Fazer um levantamento do que é mais importante e prioritário.

            Tudo que se tem dúvida deve ser analisado para se trabalhar em cima de dados científicos, técnicos e não no empirismo, “achismo”. Tem que se ver o que está acontecendo. Existe recurso da Fundação para que isto seja realizado, basta saber qual é a necessidade de informação, como por exemplo, na análise de água.

            Deve-se saber onde se está. Para se enfrentar o problema devemos conhecê-lo para que assim buscar soluções.

Há uma intenção de aproximação da fundação com as Universidades para se ter um conhecimento de novas tecnologias que estão sendo desenvolvidas na área ambiental.      

            Existe a intenção de fazer o “Festival das Águas” em 2013, para isto se faz necessário a participação da comunidade, para definir quais as pautas.

            Este trabalho não é de um governo, mas sim de uma comunidade.

 

            Organização da apresentação:

  • educação;
  • conhecimento;
  • reciclagem;
  • inovações;
  • fiscalização;
  • políticas públicas;
  • rural e urbano;
  • sustentabilidade com área rural.

 

 

            Encerrado a R9 as considerações finais do grupo:

  • Camaquã bem legal;
  • empolgante;
  • atividade efetiva;
  • realidade do projeto;
  • continuidade do projeto;
  • mudança de mentalidade;
  • fazer alguma coisa de prática;
  • fazer o hoje com urgência;
  • exemplo para os municípios vizinhos;
  • felicidade em ver o crescimento;
  • projeto acontecendo;
  • reunião mais entusiasmante;
  • esperança;
  • amor pela cidade;
  • o conhecer;
  • sonho justificado;
  • educação ambiental;
  • alegria de estar hoje aqui;
  • o sonho é real;
  • ansioso em definir o 1º projeto.

 

            Finalizado a fase de elaboração do Planejamento o grupo consultivo, irá construir no dia 12 de dezembro, a consolidação do plano de ação que será desenvolvido durante o ano de 2012.

 

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