No
ano de 1997 a equipe que trabalhava com
o ZERI no Brasil propôs implantar em Santa
Vitória do Palmar um projeto de desenvolvimento
sustentável.
Este
município se encontra na metade sul do estado
do Rio Grande do Sul, região considerada
prioritária para investimentos pelo governo
federal, devido ao seu baixo IDH - Índice
de Desenvolvimento Humano.
Com
apoio de várias entidades e participação
de 48 diferentes instituições foi realizado
em Janeiro de 1998 o seminário "A metodologia
ZERI e as potencialidades naturais e econômicas
da metade sul".
Podemos
destacar como apoiadores o Governo do Estado
do Rio Grande do Sul, a Prefeitura Municipal
de Santa Vitória do Palmar, a Embrapa, a
Emater, a FURG - Fundação Universidade de
Rio Grande, a Universidade Católica de Pelotas,
IRGA, Banrisul, BRDE, Grupo Josapar, Grupo
Extremo Sul e o Banco do Brasil.
Neste
Seminário foram apresentadas propostas de
criação de projetos dentro da filosofia
de desenvolvimento sustentável da Fundação
ZERI Brasil, que preconiza a utilização
de resíduos e subprodutos de atividades
tradicionais já existentes, bem como o aproveitamento
de ativos naturais não aproveitados.
Foi
proposta a criação de projetos piloto na
área de Biossistemas Integrados, com ênfase
no aproveitamento da enorme quantidade de
palha de arroz disponível na região e na
área de algicultura, principalmente para
produção da microalga Spirulina, nativa
da região e com alto valor de mercado.
Em
Maio de 1998 foi criada a Fundação ZERI
Brasil com o objetivo de proteger as idéias
do ZERI, divulgá-las em todo o país e também
de executar o projeto de Santa Vitória do
Palmar.
Desta
forma a Fundação ZERI Buscou parcerias para
realizar os projetos propostos e acordados
com os parceiros do seminário.
Foram
desenvolvidos dois projetos piloto: Um "Biossistema
Integrado" em parceria co a recém criada
Asprozeri, associação local de produtores,
onde se tem um sistema cíclico de produção
em que os resíduos de uma atividade são
insumos para a seguinte.
Este
Biossistema inicia com a produção do cogumelo
Pleurotus sp tendo como substrato o maior
resíduos da lavoura de arroz, que é a palha.
Os
resíduos da produção de cogumelos são usados
para alimentar porcos, as fezes dos porcos
são tratadas em um biodigestor e depois
utilizadas para fertilizar tanques de piscicultura.
O
biodigestor produz biogás, utilizado para
esterilizar o substrato dos cogumelos, tudo
sendo aproveitado.
Este
projeto foi financiado pela FBB, Funndação
do Banco do Brasil, com verbas do FAT -
Fundo de amparo ao trabalhador, e hoje serve
como local de demonstração e treinamento
para produtores.

Produção de cogumelo com palha de arroz
O
outro projeto, financiado com recursos da
FBB, foi desenvolvido em uma área de 16
hectares cedida em comodato à Fundação ZERI
pelo produtor Aldo Giudice.
Neste
projeto foi montada uma estrutura de produção
da microalga Spirulina sp, a primeira do
Brasil, tendo como principal recurso a água
da lagoa Mangueira.
Esta
água era um ativo natural sub-explorado,
pois possui características únicas para
produção deste tipo de microalga.
Seu
PH natural é em torno de 9 e ela possui
um altíssimo teor natural de carbonatos.
Este
projeto está sendo desenvolvido em parceria
com a FURG.

Produção da microalga Spirulina
Leia mais sobre os dois projetos clicando
abaixo:
Biossistema
Integrado da Asprozeri
Projeto
de produção de Spirulina sp
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